Duas ideias para curta metragens. Primeira: americano médio de Mississippi conhece moça latina [ou africana, ou do Oriente Médio] e se apaixona perdidamente. Na tela, vemos o moço comendo um cheeseburger enquanto apresenta — narração em off — seus planos para conhecer mais sobre a cultura da moça. Ele transita pelas salas do Museu de História Natural que falam sobre a cultura do povo dela e pesquisa em uma enciclopédia grande e empoeirada da biblioteca municipal.
O casal — é o primeiro encontro deles — vai a um restaurante de comida típica. O americano tira um bloquinho do bolso e faz perguntas caricatas. Ela fica ofendida e se retira, mas depois lembra que não sabe apontar onde fica Mississipi no mapa e volta. O final é bonitinho.
Segunda ideia para curta metragem: precisamos arrumar um senhor de aproximadamente 65, barriga saliente, perna cabeluda e trajes datados de ginástica. Meia levantada quase na altura dos joelhos, como Woody Allen em “Todos Dizem Eu Te Amo” [cena da corrida com Julia Roberts]. O filme começa no andar de arte européia do Metropolitan. Nosso senhor de idade desenha todo o perímetro do museu com sua corridinha, andar por andar. Rápido corte ampulheta [efeito podre no Photoshop] e vemos o mesmo senhor fazendo sua corridinha no MoMA. Acho que podemos ficar com MET, MoMA e História Natural, variando entre cenas em que os museus estão vazios e cenas em que estão abarrotados de turistas.





Faltou a trilha pra fazer o acompanhamento.
Essas ideias vão para o Gaveta de Bolso? Rs.
Eu nunca me cansei tanto quanto no dia em que visitei o História Natural e Met no mesmo dia. Não dá pra dizer que não é um exercício físico.