Burrice faz escola

Roberto Schwarz usa o Bentinho de Machado de Assis como exemplo de uma elite babaca que usa diploma como adereço social, como algo que você deve adquirir do modo mais preguiçoso e cômodo possível apenas para justificar sua superioridade social, para não dar muito na pinta que seus privilégios são completamente gratuitos e arbritrários.

As coisas mudaram: hoje a elite sequer se obriga a perder cinco anos de vida em uma escola que preste. Passar numa universidade pública, tirar notas aceitáveis, frequentar aulas… Quem tem tempo para isso? A moda agora é se matricular em cursinhos de filosofia, de história da arte, de literatura, de porra nenhuma. Desses que são ministrados em escolinhas como a Casa do Saber, a Escola São Paulo, a Perestroika. Cada esquina chic de São Paulo tem um lugar assim oferecendo drops de ilustração para quem comentar um pouco sobre o vinho, outro pouco sobre o filme do Woody Allen. Para quem não quer fazer feio em jantares que já são feios o suficiente.

Semana após semana a Casa do Saber oferece esse espetáculo deprimente em que um professor renomado divide a grade horária com dois ou três sujeitos que ganharam leões em Cannes ou qualquer coisa do tipo. O professor vai até a lousa e encara sua platéia de grã-finos balançando taças de vidro com vinho do Pão de Açúcar e se humilha por algumas horas em nome de um cheque extra no fim do mês.

“Vai passar rápido”, tenta se convencer o já não tão pobre professor, mas eis que um de seus alunos resolve usar a mão que está livre para levantar o dedinho.

45 comments to Burrice faz escola

  • hahahaha. santa juliana!

    pois eu ouvi este relato de um professor da fflch. assim mesmo.

  • HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    admiro sua coragem pra sempre falar a verdade pros quatro cantos.
    acho que você acaba de comprometer o curso que iriam te convidar para dar sobre “Como Ser Uma Blogueira de Sucesso”

  • Ana Carol Rhuubarb

    Meu Deus estou chorando com esse post.
    É aquele lance que a gente pode comprar skills com moedinhas douradas do The Sims, sabe?
    Estudo design e convivo com pessoas que querem ser “artistas”, se montam no cosplay pra ir a escola e transformam a sala de aula em um zorra total bizarro, com pessoas jovens que gostam de ir no swu e não se esforçam para a aprender o mínimo de desenho, física, bauhaus, semiótica.

    Sei lá cara, status é uma coisa estranha.

  • Um amigo que já deu aulas na Casa do Saber a apelidou carinhosamente de Casa do Caralho :o P ‘Nuff said.

  • pior é quando esses professores vêem nesses rolês incríveis possibilidades de carreira, né? Eta, classe média paulistana #medo

  • Lays

    Cara, esses dias vi um anúncio de um curso na Casa do Saber aqui no Rio sobre a história de Ipanema.
    Agora vc imagina o tipo de gente que paga 500 reais num curso sobre a história do próprio bairro.. (ngm de outro bairro faria essa merda, por mais pedante, rico e à-toa que fosse)

  • Mari

    E eu nem sabia q isso existia. A impressão q me deu é que é como aquelas aulas sobre livros do vestibular, onde explicam a obra sem nem precisar ler. Ou palestras onde o palestrante não fala nada diferente do q tem no livro que lançou, mas as pessoas vão lá fazer network.

  • isadora

    casa do saber é um lixo.. conclui quando fiquei sabendo da existência desse lugar há 3 anos atrás…

  • Eu fui convidado uma vez a um destes “cursos-relâmpago”, e saí constrangido no primeiro intervalo, depois de perder a conta dos erros de concordância de quem ministrava o dito cujo. Mas o sotaque par citações em inglês era ótimo…

  • Paulo Fonseca

    Juliana,
    qual é a sua critica? Contra os professores? Contra os cursos? Ou contra a elite que faz os cursos? Não entendi porque a surpresa. Os professores sempre buscaram aumentar a renda com cursos extras. Os cursos são distrações pseudo intelecutais que andam na moda.Não podem ser comparados com algo universitário. E acho que nem eles querem ser comparados. Já a elite acha que o dinheiro compra tudo.

  • LUIZ

    hahaha mas ate que o pão de açucar tem vinhos ok. concordo com o restante

  • Péris

    hahahahahaha

    mas os digníssimos professores estão é certos de lucrar em cima das peruas. só gostaria de saber se eles são tão duros com elas quanto com os alunos da universidade.

  • Laís

    Outro dia eu dei uma olhada no site da Casa do Saber e consegui dar umas boas risadas. Curso sobre Crime e Castigo de Dostoiévski, Curso sobre a História de Ipanema, Curso sobre Diferenças de Comportamente entre Homens e Mulheres(?).

    É fazer um curso desses – com uma média de 6 encontros cada – que você passa de rico pra rico chic.

  • Gui

    Oi, Ju.

    Não conhecia o blog, conheci por causa deste post.

    Achei o texto bastante interessante.
    Mas muito amargurado.
    E pouco argumentado.

  • Humberto

    Caras,

    Não sei como é a casa do saber. Mas com certeza a Perestroika está mais para Tarantino e Tequila.

  • Juliana,

    Eu teria prazer de publicar textos como esse no PapodeHomem.

    Você topa escrever um dia pra nós?

    Se sim, manda pra gitti@papodehomem.com.br

    Aprendi a ler você com a Isabella Ianelli.

    Beijo.

  • Henrique Vieira

    Vinho bom é de garrafa de plástico.
    A definição da Casa do Saber foi a que sempre quis fazer mas nunca consegui pelo mal jeito com as palavras. Lindo.

  • Rafael

    Vou dizer, concordo bastante com o primeiro parágrafo, porém tuas ideias se contradizem um pouco. Por um lado tu afirmar que a “elite babaca usa diploma como adereço social” mas depois ataca justamente as escolas que buscam um modelo novo de educação que preza muito menos pelo diploma e muito mais pelo conhecimento adquirido.

    Tu realmente acredita que os professores se sintam humilhados nesses ambientes? Eu duvido que eles se sintam pior num lugar em que os estudantes vão por vontade própria, sem papai e mamãe pressionando e ainda por cima pagando caro, do que num auditório de faculdade lotado de 90 alunos sem vontade, brincando no celular e cagando para o que o professor fala.

    Reconheço o valor da universidade mas acredito que seja um formato que carece de mudanças, modo de entrada, avaliações, currículos, vários pontos precisam ser revistos porém categorizar como mais ou menos nobre ou relevante como tu fez com alguns curso é uma decisão arriscada. Ou tu acreditas que Filosofia é menos importante do que engenharia ou medicina? Cuidado ao fazer um juízo de valores da educação, se existe um curso (seja na faculdade, numa escola, ou outro ambiente), pessoas com vontade de falar sobre o tema e pessoas com vontade de aprender sobre aquilo é obvio que existe um desejo da sociedade por aquilo, como julgar então se é melhor ou pior que outro?

  • Juliana S

    te amo muito. sabia?

  • Laura

    E o que dizer daquela turma de senhoras da High-Societchy paulistana que se reúne para conversar sobre os temas da atualidade, mas acaba queimando o próprio filme gostoso quando a Tv Folha vai lá dar audiência pras dondocas?

  • não defendo nem um pouco esse esquema de “escola vip”, mas será que não é menos ruim isso do que rolar um “Tea Party”, com a galera rica assumindo e chafurdando na ignorância?

  • Tatiana

    Eu não sei se concordo. Acho que uma coisa nunca vai substituir a outra. Acho que o diploma universitário é muito importante – aquele que é conquistado, e não simplesmente cedido. Mas não vejo mal algum em escolas como a Perestroika – sou fã do método inclusive – na hora de experimentar coisas novas. Me formei em jornalismo, mas acho bacana cursos rápidos para aprender coisas que sobre as quais tenho curiosidade. Quase sempre concordo com você, Juliana. Mas achei seu post um pouquinho arrogante, confesso. Parece que ter dinheiro para gastar nessas aulas é pecado.

  • Sensacional :)
    Acho que em jornalismo, design e propaganda é bem por ai mesmo, o pessoal tá mais interessado em fazer um curso de 3 meses na ~escola da moda com professores do mercado~ do que em ter uma base teórico-prática descente.
    Nada contra quem não faz faculdade, mas basear toda o seu conhecimento em algo tão limitado quanto esses cursos não pode ser algo bom..

  • E acho que, como sempre, tem gente que subverte a intenção dos teus textos. Acho que o assunto aqui não é “ter dinheiro para gastar nessas aulas”, mas se basear apenas nelas para ingressar de maneira superficial em alguns temas. :)

  • Juliana, tudo bem?

    Meu nome é Tiago. Sou um dos fundadores da Perestroika. Me indicaram seu post e vim aqui espiar. Achei, antes de qualquer coisa, muito bem escrito. Parabéns pela sua acidez e opinião. Além disso, fiquei bem feliz que pessoas como você estejam questionando os modelos de educação. Inclusive os modelos experimentais, como o nosso. É muito fácil entrar no hype e sair elogiando, sem nem saber o que é. Vejo isso acontecer toda hora. Elogios de pessoas bem desinformadas sobre o que somos. Só porque “a Perestroika é cool”, tem que falar bem. Não, né?

    Crítica faz parte do jogo. Nunca vou deixar de ouvir quem discorda da mim. Feedback sempre é bem-vindo. Só assim podemos avaliar o nosso próprio trabalho. A vaidade é o pior inimigo do alto desempenho.

    É sabido que todos nós (escolas tradicionais ou não) temos muitos desafios. E certamente a Perestroika deve ter muitos defeitos. Mas acredito que há um mistura perigosa no seu post. Temos uma proposta muito diferente da Escola São Paulo e da Casa do Saber. Respeito as duas iniciativas, mas nossa intenção é outra. Nosso público é outro. Nossa pegada é outra.

    Inclusive, deixo aberto um convite. Para você – e todos que compartilham da sua opinião. Visite a Perestroika. Veja com seus próprios olhos uma das nossas aulas. Veja nossos alunos. Converse dois minutos com cada um. Tenho convicção que, se você for de coração aberto, vai ver que estamos falando de algo completamente diferente do que você descreve. Inclusive, você vai se surpreender: eles são muito mais parecidos com você do que você imagina. :)

    Se você vai gostar ou não, é outro papo. Mas garanto que você vai repensar muitas coisas.

    Também deixo meu celular. É (51) 8111.7771. Se você quiser, terei prazer em falar mais do assunto. Novos formatos de educação é, no momento, minha maior paixão. Recém voltei de uma imersão de 3 meses numa escola experimental, fora do país, e estou cheio de ideias a respeito.

    Não entenda mal minha mensagem. Minha intenção é construir um diálogo positivo a respeito do assunto. Educação é algo muito sério. Por isso, todos os lados devem ser ouvidos, respeitados e considerados.

    Por fim, digo com a maior humildade do mundo: vou pensar sobre tudo o que você disse. Meu dever, como educador, não é polarizar a discussão. Não estamos em lados diferentes. Estamos do mesmo lado. O objetivo do seu post é muito claro: você, no frigir do ovos, acredita que Educação não pode ser encarado como um simples acessório.

    Eu também. E é justamente por isso que a Perestroika existe. :)

    Um abraço.
    Tiago.

  • Alex

    Eu nunca li tanto preconceito, tanta generalização barata e rasa quanto nesta página.
    Tristíssima falta de algo melhor para falar e fazer.

  • Amanda

    A Juliana já está ficando a cara da FFLCH. Mas eu tenho esperanças de que, com tanto talento, não seja um caso perdido, esse ressentimento meio intelectual, meio de esquerda.

  • Oh, sou fã viu? Adoro seus textos e como consegue transpor sua opinião, as vezes crítica, com humor e leveza.
    Mas, penso que toda busca de conhecimento é válida. Eu entrei na faculdade tardiamente, aos 22 anos, saí aos 26 com ainda uma carência absurda de aprendizado. Gostaria de estudar muito mais, mas de fato me falta coragem, tempo e disposição para encarar uma nova graduação. Por isso eu acho excelente que tenham cursos mais rápidos, que possam sempre nos fornecer algum conhecimento a mais. Já me decidi que farei uma ou duas especializações e sugarei ao máximo os cursos rápidos disponíveis.
    Ainda tô contigo quanto aos temas irrelevantes de muitos desses cursos. É de rir muito. :)

  • lari

    não quero fazer parte do politicamente correto e bla bla bla bla.
    Sou de Joinville, e aqui não tem estes cursos metidos a chiques.
    Mal e mal tem um curso de gastronomia pra se fazer.
    Mas acho digno o interesse dos “a-toas”. Menos pior ser rico e “entendido” superficialmente de algo (se for uma pessoa bacana, será humilde e saberá que tem apenas noção do assunto), do que um rico burro.

    Não?

    ;)

  • Kakau

    Hummm… texto curto, mas complexo.

    Sou doutoranda, pesquisadora, professora do ensino universitário. Portanto, concordo que a educação formal e – principalmente – o tempo e o esforço dedicados a ela sejam valorizados.

    Há provavelmente uma massa de pessoas que frequentam esses cursos rápidos apenas para adquirir “pérolas de sabedoria” para impressionar o bofe/ o chefe/ a namorada/ o cunhado/ o pessoal do clube? É claro que sim. Mas eu não estou nem aí para essas pessoas, já que elas não fazem parte do meu círculo e seu empobrecimento ou enobrecimento cultural não me interessam.
    Mas há também as pessoas normais, que não precisam dosar o dinheiro a conta-gotas e que têm vontade de saber um pouco sobre algum assunto? É claro que sim.

    E que mal há nisso? Adoro história, mas não sou historiadora, nem vou fazer graduação em história. Tento aprender lendo os livros que escolho no fim de semana na livraria ou na biblioteca. Adoro arte e faço a mesma coisa, sobre os períodos que mais me intrigam. Aprender sozinho requer alguma disciplina, que como professora e eterna estudante, acabei desenvolvendo. Mas não são todos que têm essa disciplina, e isso independe da conta bancária.

    Pois bem, prefiro que essas pessoas façam esses cursos do que continuem sendo eternamente ignorantes.

  • Juliana Cunha

    Não tenho nada contra cursos. Museus sempre ofereceram cursos de história da arte. O Senac sempre ofereceu aulas de fotografia básica e a USP tem vários cursos livres (além da possibilidade de assistir matérias inteiras como ouvinte). Meu ponto é: essas escolas não vendem cursos, elas vendem uma outra coisa. O post acima fala sobre essa outra mercadoria que vem junto com o curso e que não está disponível nem no Senac nem nos museus e muito menos na USP.

    Temas complexos exigem tempo e dedicação. É picaretagem oferecer programas de três aulas sobre “a representação da mulher em Thomas Hardy” para gente que não domina conceitos básicos de teoria literária. Seria como fazer um curso de “pronome oblíquo tônico” para pessoas que nunca tiveram aulas de português. Observe que alguns desses cursos têm nomes que mais parecem teses de doutorado. No entanto, são cursos de uma semana voltados para leigos.

    Para complicar ainda mais, existe uma tendência por parte dessas escolas de querer transformar esses resumões de temas complexos em coisas muito divertidas, legais e relevantes para a sua vida cotidiana.

    Duvido que alguém aprenda nesses cursos mais do aprenderia comprando um único livro o mais básico possível sobre seu assunto de interesse. Ou buscando vídeos no YouTube. Mas, se você quer fazer esses cursos, o dinheiro é seu, o tempo é seu e eu não tenho nada com isso. Apenas ficarei aqui no meu blog falando mal do que acho que devo.

  • Vão passar 150 anos e eu ainda vou me chocar com a quantidade de gente que passa os olhos pelos seus posts e não entende bulhufas, e escreve um monte de besteira sobre aquilo que não entendeu e que nem tá no post.

    Enfim, penso muito disso quando vejo os nomes dessas aulas nessas escolas que _nem todas, é verdade_ querem muito mais ganhar dinheiro com a pequena parcela da população que tá afim de fazer bonito com uma frase de efeito sobre um tema meio chique-intelectual do que realmente “formar pessoas pensantes”.

    Esse tipo de curso me faz pensar em pessoas tipo a personagem da Ellen Page em Para Roma com Amor. Certeza que ela fez uma meia dúzia de cursos na Casa do Saber.

    beijo Ju!

  • monique

    tenho que concordar com a stephanie! cara, metade dos comentários não pegaram o cerne da discussão do post, que é colocada já no primeiro parágrafo.
    tá ai um reflexo de que “tudo é educação, tudo tem seu valor no aprendizado, toda posição é váliada”: as pessoas simplesmente não conseguem nem mais fazer o minimo exercicio de abstração para chegar ao conto central do texto… ai a autora tem que vir nos comentários e DESENHAR.
    só não sei o que é pior, um mundo sem interpretação ou sem contradições (“estamos todos do mesmo lado…”).

  • Eu gosto de ler o que você escreve, Juliana, tanto pela forma como pelo conteúdo. Mesmo quando a gente não concorda com a tua opinião, ou nem tem opinião formada sobre o tema em questão, o que não se pode negar é que você escreve muito, muito bem.
    E cara, que lufada de ar fresco ler qualquer coisa bem escrita hoje em dia.
    Depois, opinião e bunda: cada um tem a sua.
    Continue escrevendo o que você quiser. Dia que tem post novo aqui, diversão e deleite. Bj

  • Juliana, concordo contigo.
    Ninguém “tem tempo” para estudar e ninguém quer “perder tempo” em uma faculdade que realmente vale o esforço. O meu marido, que é professor de Filosofia, sempre diz algo muito coerente: a universidade não é para todos. A oportunidade deve ser sim dada, mas vemos também, além de riquinhos mimados tirando onda de artistas nômades, analfabetos funcionais em cursos de Pedagogia. É lamentável, muto lamentável.

  • Francine

    Tão ácida… faz meu estilo. Ótimo texto.

  • Luiz com Z

    Há casos e casos. Não sei como anda a coisa em São Paulo, mas por exemplo, os cursos de história do cinema brasileiro ministrados no Mam/RJ e na Cinédia valem mais a pena pra esse assunto do que qualquer faculdade de cinema da qual eu tenha conhecimento – até porque os mesmos professores, dando aula na Puc/RJ, não conseguem a mesma carga horária ou estrutura de exibição de filmes. Não tenho conhecimento de uma pós específica sobre cinema brasileiro com a mesma qualidade e profundidade de um curso de cinco meses como os que foram dados no Odeon ou no Mam entre 2005 e 2008, se não me falha a memória. Alguns por menos de R$ 50, na época.

    E a Estácio, famosa pela venda de diplomas, abriu em 1999 um curso excelente de cinema, cuja qualidade naufragou em 2002 devido à exigência de diplomas para os docentes (a maioria tinha “apenas” o notório saber e era o diferencial competitivo do curso). Numa coisa concordo contigo: nada substitui o poder de ser autodidata sabendo beber nas fontes certas, sejam a bibliografia correta, as universidades adeqiadas ou os cursos com os medalhões que honram seu metal mais do que o vil metal.

    Pra fugir da indústria de certificados, só mesmo sendo um artesão do próprio saber.

  • Luiz com Z

    Errata: “seja” e “adequadas”

  • Kakau

    Ops! Só para ficar claro: é evidente que o blog é seu e você deve escrever o que bem entende nele. É justamente por isso que eu o leio.

    Você não precisa concordar comigo, nem eu com você. E não é porque discordo que vou parar de querer de saber suas opiniões, que como vários comentaram, é sempre muito bem escrita.

    Eu me alimento das opiniões de pessoas inteligentes, porque a minha eu já sei qual é e não preciso ouvir o que eu já sei. Quero ouvir o outro. Quero te ouvir.

    Em tempo: eu não faço esses cursos. E sim, eu entendi qual é o “cerne da discussão do post”. Ah, bom, considerando que ele é uma “discussão” – portanto, todos podem falar o que pensam sobre o assunto, assim como a autora.

  • Bruna Galvão

    Juliana, tu é o pipoco (como se diz na minha terra). Sou fã do seu texto, do seu pensamento lógico e não escondo pra ninguém. Sem babação de ovo, mas o que é bom é pra ser elogiado mesmo.
    Sua resposta foi sensacional. Quem não entendeu o post, sem dúvida, leva uma chacoalhada clara, direta e consistente em seguida.
    Falou e disse! (:

  • Há falta de compromisso para tudo hoje em dia, e por isso proliferam-se em todas as esquinas modos de construir rapidamente o que não tem fundamento. É o mundo mostrando a que veio essa geração de pessoas que prezam a facilidade.

    Fazer o quê?

    Gostei dos textos. Ótimo espaço para ótimos questionamentos.

    Bjs
    http://www.alinenetto.com.br/

  • juliana

    olha que delícia:

    luiz felipe pondé está dando um curso na Casa do Saber chamado “A MULHER EM NELSON RODRIGUES”.

    HAHAHHAHAHAHAHAHHA não é lindo?

    um misógino falando de mulheres sobre o ponto de vista de outro misógino.

    não posso deixar de perder.

  • MBSjnr

    :: Acho que me odiariam por lá.
    Tenho o hábito de ter dúvidas e
    a mania de querer saná-las.
    Sou um péssimo aluno pra eles.

  • Aline

    Hahahahahahahaha! Ai, ai… Muuuito bom! Nem consigo digitar direito de tanto que estou a rir, hahahahaha! =D

  • renata

    Ok Juliana!
    Entendi o seu ponto, mas você só parte do princípio que só existam leigos nestas aulas, mas também vejo do outro ponto que o pessoal que veio colocar aqui, a opinião oposta. Às vezes existem pessoas que possuem um embasamento e querem um pouco mais de conhecimento e fazem estes cursos. Não sou de São Paulo, mas acredito que seja tão “pérolas aos porcos” e enganação extrema como você colocou. Acho válido você verificar o outro lado da moeda, afinal não existe só um ponto de vista e nem uma verdade absoluta, não é?
    Adoro seu blog!!

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