Perfeitamente bem

Existem basicamente duas formas de superar a lembrança de alguém. Uma é pelo método da extração, a outra pelo método da incorporação. Na extração, naturalmente, você tenta retirar os resquícios da pessoa. Um livro pela casa, um filme que viram, um lugar. É muito útil quando o lugar é sua própria casa porque casas e bairros, você perceberá no processo, são extremamente descartáveis. Pode ser exaustivo no caso de histórias mais longas e antieconômico se aplicado a sucessões de histórias curtas, portanto eu sugeriria que você se mantivesse nas médias. O importante aqui é que a técnica é reconhecida e funciona perfeitamente bem.

O método da incorporação é mais curioso e, num primeiro momento, talvez soe pouco intuitivo. Uma vez tendo falhado em ser o que a outra pessoa queria, o neurótico pode se concentrar em ser a outra pessoa. Despudoradamente, você passa a fagocitar tudo que te interesse no outro de modo que aquilo passe a ser você e, ao ser você, deixe de te interessar. Não é exatamente esquecer, é banalizar. Essa é uma técnica menos reconhecida pela comunidade científica, mas que também funciona perfeitamente bem.

5 comentários sobre “Perfeitamente bem

  1. Curiosamente o menor texto teu que já li e também o primeiro leio desde 2009 sem entender absolutamente nada, nem relendo nem evocando lembranças pessoais. Espero que consigamos esclarecer in loco dia desses :)

  2. Curiosamente o menor texto teu que já li e também o primeiro que leio desde 2009 sem entender absolutamente nada, nem relendo nem evocando lembranças pessoais. Espero que consigamos esclarecer in loco dia desses :)

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